Tradição mais
popular do litoral de Santa Catarina, envolve
música, canto e dança em torno da morte e
ressurreição do boi. Há uma mistura de alegria e
tensão, que contagia o público e prende a atenção
de todos. As investidas do boi e as demais figuras
do grupo causam medo e ao mesmo tempo fascinam as
crianças. As figuras tradicionais são o boi, o
cavalinho, o vaqueiro, a Bernúnça, a cabra, a
Maricota e Mateus.
De origem
açoriana, a renda de bilros ainda pode ser
encontrada em alguns recantos da ilha, como a Lagoa
da Conceição. As rendeiras da Lagoa dão nome à mais
importante avenida da região, a Avenida das
Rendeiras, que abriga diversos pontos de venda do
artesanato. A renda é toda trabalhada através de
peças de madeira ou metal, chamadas bilros.
A pesca ocorre entre os meses de maio e julho, época em que as tainhas migram do extremo sul do continente para a costa do Paraná e de Santa Catarina. Olheiros identificam o cardume no mar e avisam os pescadores na praia. As baleeiras (barco da foto) fazem o cerco aos peixes e as redes são puxadas da praia pelos pescadores ou quem mais queira ajudar. O procedimento é conhecido por pesca de arrasto, ou “arrastão”.
A tarrafa é uma
espécie de rede em formato de cone, destinada à
captura de peixes e camarão. “Tarrafear” não é
tarefa fácil, mas uma rede bem lançada é um bonito
espetáculo, e garantia de boa pescaria. Parte da
rede é presa entre os dentes, para que fique bem
aberta quando lançada.
A origem da festa
remonta à Idade Média, quando a rainha de Portugal
fez uma promessa de festejar o Divino Espírito
Santo caso o rei e seu filho terminassem a guerra
que faziam entre si. A programação da festa inclui
gastronomia, apresentações folclóricas, religiosas
e culturais. Toda a renda revertida para os
projetos sociais realizados pela Irmandade do
Divino Espírito Santo - IDES, fundada no ano de
1.773.
Nos Açores a
Procissão ocorria, e ocorre ainda hoje, em várias
Capelas e Freguesias das diversas ilhas, em dias
diferentes da semana anterior à Semana Santa. Em
Florianópolis a primeira celebração teria
acontecido em 1766, em uma Quinta-Feira, dois anos
após a chegada da imagem à Desterro e da fundação
da confraria "Irmandade do Senhor Jesus dos
Passos", que administra e custeia o Hospital de
Caridade.
A tradição do
Terno de Reis foi trazida para o Brasil pelos
açorianos e é mantida principalmente no litoral do
Brasil e no meio rural. É inspirado na história
bíblica dos Três Reis Magos. Adaptado aos folguedos
lusitanos, o Terno de Reis canta a história durante
o mês de dezembro até o dia 6 de janeiro. Os grupos
formados por cantores e instrumentistas percorrem
as casas do início da noite ao amanhecer.
É uma manifestação cultural recorrente em várias culturas, dentre elas a açoriana. Toda a coreografia se desenvolve ao som de cantorias, com casais segurando fitas coloridas presas a um mastro, que são trançadas caprichosamente, de diversas formas. A dança termina com uma coreografia que desfaz o trançamento. Fonte: Livro Festas e Tradições Populares de Itajaí, dos autores Edison e Márcia dÁvila, publicado pela Fundação Genésio Miranda Lins, 2. edição, Itajaí, 2001.
Legítima tradição açoriana, junta dois tipos de manifestações artísticas: o artesanato de papel e o repentismo poéticos das quadras e quintilhas. Constitui-se do pedido de uma dádiva que se faz a outra pessoa amiga ou conhecida, ou entre namorados. A troca de corações ocorre em setembro, na entrada da primavera. Fonte: Livro Festas e Tradições Populares de Itajaí. Imagem encontrada em: http://www.reniza.com/matematica/novidades/0211.htm
(Festa da Laranja)
A festa é
organizada pela Paróquia Santíssima Trindade, no
bairro Trindade, nos meses de maio ou junho,
contendo programação musical, barracas com comidas
típicas e brincadeiras, além de missas e cortejos.
Imagem encontrada em:
http://tde.arquifloripa.org.br/festa2006.htm
A cerâmica de origem açoriana tem duas finalidades: utilitária e figurativa. São produzidos vasos, brinquedos, louças, inclusive para divertimento das crianças, imagens do folclore local, entre outros.
A cultura açoriana
é rica em cantigas e cantorias. A Ratoeira era uma
espécie de roda de homens e mulheres, onde cada um
expunha os seus sentimentos em forma de versos
cantados em quadrinhas que obedeciam uma rima,
dentro de um ritmo, andamento e melodia
pré-definidos.
Agradecimento: Fotógrafos Jaci Fernando Estevam (www.fotografandofloripa.kit.net), Alberto Lohman,
(www.flickr.com/photos/baguall) e Sérgio (www.flickr.com/photos/sergiomusica).